Da defesa à camisa: 10 motivos que provam que a Juventus não é o PSG

Foto:Reprodução
O Barcelona tentará, nesta quarta-feira, mais um "milagre" na Uefa Champions League. Depois de conseguir reverter a derrota por 4 a 0 para o PSG, com vitória por 6 a 1 nas oitavas de final, serão precisos, ao menos, três gols na Juventus, após perder por 3 a 0 na Itália na ida das quartas.

Há uma diferença fundamental, porém, entre as "missões impossíveis": o rival que estará do outro lado no Camp Nou. O ESPN.com.br mostra dez motivos que provam que a Juventus não é o PSG e que deve oferecer muito mais dificuldades ao Barcelona quando a bola rolar, às 15h45 (de Brasília).

Para fazer três gols no Camp Nou, mínimo necessário para ainda levar a decisão da vaga aos pênaltis, o Barcelona já terá que superar o que todos os rivais da Juventus fizeram nesta Champions. Em nove jogos até aqui, os italianos foram vazados apenas duas vezes, ainda assim em jogos diferentes.

No Campeonato Italiano, a marca defensiva não é tão impressionante, mas é igualmente baixa. Considerando esta e as últimas cinco temporadas, a Juventus entrou em campo 222 vezes e sofreu 131 gols, uma média de 0,59 por partida - em seu ano de "pior defesa", foram apenas 24 tentos.

Parte da explicação para tão poucos gols sofridos, claro, passa por Gianluigi Buffon. A Juventus tem em sua meta um dos melhores goleiros do mundo, com experiência de sobra, já tendo sido, inclusive, campeão do mundo, algo que o PSG não tinha nem de perto com Kevin Trapp.

O arqueiro que levou seis gols com o time francês foi titular apenas nos dois jogos contra o Barcelona na Champions, enquanto Alphonse Aréola havia assumido a meta nas fases anteriores. Aos 26 anos, Trapp também tem carreira toda em times de menor expressão, como Kaiserslautern e Eintracht Frankfurt, da Alemanha.

Embora a Juventus tenha algumas derrotas recentes por 3 a 0, a última já completou mais de um ano. Em março de 2016, o time caiu pelo placar diante da Internazionale de Milão, mas havia poupado seus principais titulares depois de construir vantagem confortável na semifinal da Copa da Itália - ainda assim, depois do revés, se classificou nos pênaltis.

Já para encontrar a última derrota por quatro gols, margem que o Barcelona precisa para se classificar direto, é preciso voltar 13 anos no tempo, para 8 de fevereiro de 2004: 4 a 0 para a Roma, no Campeonato Italiano.

Enquanto o PSG tem como maior conquista de nível continental uma Copa dos Campeões de Copas, há mais de 20 anos, em 1996, a Juventus é bicampeã da Champions League, além de já ter vencido três vezes o segundo maior torneio europeu - antes Copa da Uefa, atualmente Liga Europa.

Títulos à parte, a Juventus tem 19 finais de torneios europeus ou mundiais - foi campeã das duas Copas Intercontinentais que disputou -, enquanto o PSG teve como melhor resultado na Champions uma semi, 1994/95.

Assim como nas competições europeias, a diferença de troféus nacionais entre Juventus e PSG também é gritante. Enquanto o time de Paris foi campeão francês apenas seis vezes e acumula, incluindo copas, 30 títulos em seu país; a Velha Senhora tem 32 taças do Italiano e outras 20 considerando demais competições, totalizando 52.

Contra o PSG, o Barcelona levava vantagem no histórico do confronto, mesmo antes dos 6 a 1 no Camp Nou. Em cinco encontros até ali, eram três vitórias espanholas, duas francesas e dois empates. Já diante da Juventus, o time blaugrana tem pior retrospecto: em 11 jogos, são cinco triunfos italianos contra quatro e duas igualdades.

Pesa também a favor da Juventus na comparação com o PSG a experiência de seu técnico. É verdade que Unai Emery havia sido tricampeão da Liga Europa com o Sevilla, mas, na Champions League, só colecionou insucessos, tanto na equipe da Andaluzia, quanto no Valencia.

Já Massimiliano Allegri, além de já ter chegado em mata-matas europeus nos tempos de Milan, foi responsável por comandar a Juventus na campanha que acabou com o vice-campeonato da Champions, em 2015, perdendo justamente para o Barcelona - foi a primeira final do clube em 12 anos.

É verdade que o Campeonato Italiano já não está mais em seu auge, ainda assim é uma competição que oferece testes mais duros - e com maior frequência - para a Juventus do que o Francês para o PSG. Fora isso, a Velha Senhora lidera com tranquilidade o Calcio, enquanto o time parisiense hoje não é sequer primeiro colocado da Ligue 1.

No ranking de clubes da Uefa, usado para determinar os cabeças-de-chave na Champions League, nenhuma outra equipe tem mais pontos que a Juventus na temporada 20116/17, com 28.616. O Barcelona é o quarto colocado, 25.571, enquanto o PSG tem apenas o nono lugar, com 22.683.

Na lista geral, que considera o desempenho das equipes nas últimas cinco temporadas, a Juventus, quinta colocada, também fica a frente do PSG, sexto (133.433 pontos a 126.133). Os dois clubes, porém, ficam atrás do Barcelona, terceiro no ranking, com 150.542 pontos.

Não é novidade que os clubes agem nos bastidores para minimizar os riscos de serem prejudicados. Nessa esfera, a influência da Juventus na Uefa também é bem maior do que a do PSG, e um dos exemplos está na escolha dos árbitros para as duas “missões impossíveis” do Barcelona.

Para o duelo contra os franceses, foi escalado Deniz Aytekin, árbitro que teve atuação bastante criticada e que, até aquela partida, só havia apitado uma eliminatória de Champions. Já para o jogo desta quarta, contra a Juventus, o escolhido foi Bjorn Kuipers, que, embora não seja garantia de boa atuação, é um juiz para lá de testado, com experiência em diversos mata-matas europeus, incluindo uma final do torneio mais importante da Europa em 2013/14 – vitória do Real sobre o Atlético de Madri.

FICHA TÉCNICA:
BARCELONA X JUVENTUS

Local: Camp Nou, em Barcelona (ESP)
Data: 19 de abril de 2017, terça-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Björn Kuipers (NED)
Assistentes: Sander van Roekel (NED) e Erwin Zeinstra (NED)

BARCELONA: Ter Stegen; Sergi Roberto, Piqué, Umtiti e Mathieu; Mascherano, Rakitic e Iniesta; Messi, Neymar e Suárez. Técnico: Luis Enrique

JUVENTUS: Buffon, Daniel Alves, Bonucci, Chiellini e Alex Sandro; Khedira, Pjanic, Cuadrado e Dybala; Mandzukic e Higuaín. Técnico: Massimiliano Allegri
Fonte:ESPN

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