Itaú espera que carteira de crédito pare de encolher no segundo semestre

Foto:Reprodução
O Itaú Unibanco prevê que sua carteira de crédito pare de encolher a partir da segunda metade do ano.

Em março, os empréstimos concedidos pelo banco somavam R$ 587 bilhões, uma queda anual de 4,7%, mas menor do que a observada em dezembro do ano passado, de 11,5%.

Segundo o diretor de relações com investidores do banco, Marcelo Kopel, o apetite dos consumidores e empresas por financiamentos já está aumentando e, ao longo do ano, o volume de novas captações deve superar o de contratos encerrados, fazendo com que a carteira retorne aos patamares de 2016.

"Ainda estamos vendo uma redução (da carteira) neste trimestre, mas no segundo semestre as originações (de crédito) devem começar a exceder as amortizações. Em algum momento, a carteira vai parar de cair, de tal sorte que fique no Brasil no mesmo nível em que estava no ano passado", disse em teleconferência com jornalistas nesta quarta-feira (3).

De acordo com ele, a demanda por empréstimos está crescendo principalmente nas linhas de imobiliário e cartões, para pessoas físicas, e de capital de giro, para empresas.

"São coisas mais de curto prazo, mas que ao longo do tempo vão acabar migrando para o longo", afirmou. Para o executivo, 2017 será "um ano de transição. Com a economia retomando, vamos ver a atividade dos bancos retomando também."

Kopel também disse que as provisões para perdas com calotes também devem diminuir no segundo semestre. O saldo total de provisões para devedores duvidosos do banco (PDDs) somava R$ 37,64 bilhões em março, ante R$ 37,43 bilhões em dezembro de 2016. Considerando apenas a operação brasileira, o indicador ficou em R$ 33,85 bilhões em março, frente 33,92 bilhões em dezembro.

O índice de inadimplência para dívidas vencidas acima de 90 dias ficou em 3,4% em março, no mesmo patamar de dezembro. No Brasil, a taxa de calotes ficou em 4,2%, também estável.

Já os atrasos de curto prazo (de 15 a 90 dias) cresceram. O índice ficou em 3,2% em março, ante 2,5% em dezembro no geral. No Brasil, ficou em 3,3%, ante 2,6% no fim do ano passado.

De acordo com Kopel, o aumento da inadimplência de curto prazo no primeiro trimestre é algo esperado pra o segmento de pessoas físicas, devido a maior quantidade de vencimentos no início do ano. Já para empresas, a subida se deu devido a alguns atrasos específicos no setor de infraestrutura que já estão provisionados, afirmou.

Juros e Selic
O Itaú prevê que a taxa básica de juros (Selic), que está em 11,25% atualmente, encerre o ano em 8,25%.

Segundo Kopel, à medida que essa redução acontecer, deve haver um corte nas taxas que o banco cobra de seus clientes.

Ele comentou ainda que, havendo queda na percepção de risco de crédito, o spread bancário (diferença entre as taxas cobradas nos empréstimos e o custo de captação do dinheiro) também tende a diminuir.

Kopel ressaltou que a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) está trabalhando junto ao Banco Central para que a queda da Selic seja "perene, e não artificial", e que esse movimento é positivo para o mercado.
"Vemos isso como algo que vai tornar o crédito mais fácil, vai caber mais no bolso das pessoas".

Aumento do lucro
O Itaú teve um lucro líquido recorrente (que desconsidera efeitos extraordinários) de R$ 6,176 bilhões no primeiro trimestre, valor 19,64% maior que o registrado no mesmo período de 2016 (R$ 5,162 bilhões) e 6,17% maior que o observado no 4º trimestre de 2016 (R$ 5,817 bilhões).

Segundo o banco, contribuíram para o crescimento do lucro em relação ao trimestre anterior a redução das despesas não decorrentes de juros em 7,8%, de impairment em 64,5% e das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa em 7,4%, principalmente no segmento de varejo.
O patrimônio líquido do banco atingiu R$ 114,9 bilhões em março, aumento de 7,7% no confronto anual e queda de 0,6% ante dezembro do ano passado.

O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente e anualizado (indicador que mede como um banco remunera seus acionistas) ficou em 22% no primeiro trimestre. No mesmo período de 2015, ele estava em 19,6% e, no três meses anteriores, em 20,7%.

Os ativos totais banco somaram R$ 1,413 trilhão no 1º trimestre, queda de 1% em relação ao 4º trimestre de 2016, quando ficou em R$ 1,427 trilhão. Ante o mesmo trimestre de 2016 (R$ 1,398 trilhão), a alta foi de 1,1%.

O produto bancário, que representa as rendas das operações bancárias e de seguros, previdência e capitalização (ou seja, a soma de todas as receitas do banco), totalizou R$ 26,9 milhões no primeiro trimestre, redução de 5,8% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2016.
Fonte:G1

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